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A vida é uma luta entre o nosso mundo interior e o mundo exterior. Como alcançar o equilíbrio?

January 8, 2020

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O que se chama destino, quando usado como boa ou má sorte, é apenas um termo vago, de significado duvidoso e inexplicável. Ele é apenas evocado para justificar o que logicamente não se pode justificar, seja o sucesso de uns ou o fracasso de outros. E um termo que não admite argumentos, é a causa oculta de todas as causas.

 

Está comprovado que nada na nossa vida se deve ao acaso. Tudo o que ocorre tem uma razão de ser, baseado no velho e eterno princípio de causa e efeito. Muitas vezes, os efeitos se manifestam e as causas passam despercebidas. Mas existe sempre uma causa.

 

A nossa vida é um conjunto de resultados dos nossos atos, que por sua vez são causados pelos nossos pensamentos, desejos e emoções. Algumas vezes os resultados se fazem sentir de imediato, outras vezes levam tempo para se manifestarem. Se persistimos numa conduta errada podemos não sofrer logo os seus efeitos, mas em algum período de nossa vida eles surgirão, e, então, nada parecerá mais conveniente do que atribui-los ai, destino.

 

Existem, porém, circunstâncias alheias à nossa vontade e ao nosso controle que podem interferir nos nossos atos, atrapalhar a realização das nossas aspirações e levar-nos ao malogro dos nossos esforços. Não se conclui daí que estamos destinados a fracassar. Nada está escrito no livro do destino, mas sim no âmago do nosso próprio ser.

 

Contando com nossa perseverança e força de vontade podemos reverter as condições adversas que atrapalham a nossa vida e obstruem os nossos esforços, e transformar o fracasso em sucesso. Ninguém, portanto, fracassa ou triunfa, é feliz ou finfei , porque assim é o seu destino. Aquele que se deixa levar pelo acaso das circunstâncias é o que perdeu totalmente a confiança em si.

 

É o homem, em última análise, que molda o seu próprio futuro. Para muitos, essa afirmação pode parecer exagerada, pois há pessoas que tecem planos grandiosos, falam em vencer na vida, mas ficam onde estão, não dão o primeiro passo em direção da concretização desses planos. Existem os que sonham acordados. Sonhar, mesmo em vigília, é bom, mas não é o bastante. É preciso que esse sonho estimule a vontade e se traduza em ação. As grandes realizações partiram de "sonhos", mas foram pro­dutos de muita luta e perseverança.

 

As nossas aspirações têm de ser compatíveis com a nossa capacidade. E essa capacidade cada um pode desenvolver ao má­ximo, despertando suas possibilidades latentes. Abundam casos de brilhantes sucessos, em que pessoas de condições precárias triunfaram na vida. Elas certamente não alcan­çaram o êxito por um mero capricho da sorte ou por uma fortuita combinação dos astros. Foi, antes, o resultado de um conjunto de persistentes esforços, aliados a uma vontade obstinada.

 

Dizer que o rumo das suas vidas estava previamente traçado no misterioso livro do destino não passa de mera fantasia. É certo que ocorrem fatos sem a mínima interferência da nossa ação e independentes da nossa vontade, como os acidentes e calamidades naturais, que vitimam pessoas que nada fizeram para o merecer. Não será tudo isso obra do destino? Por estranho que pareça, todas essas ocorrências a que uma pessoa está sujeita involuntariamente não estão predestinadas. O princípio universal de causa e efeito, nesses casos, pode parecer inadequado, mas não é. Esse princípio, que governa tanto os sistemas solares quanto a nossa vida, é inalterável. O modo de ele se manifestar e as circunstâncias é que variam.

 

Temos de admitir que acontecem fatos cuja causa é por nós desconhecida e inexplicável. Faz parte de um outro jogo de forças causais que está além da nossa percepção, finita e limitada. Não nos cabe, aqui, analisar essas causas ocultas, mas reais. Queremos apenas nos referir àquilo que está nas mãos do homem fazer ou não fazer, às circunstâncias que podem ser moldadas pela sua vontade e determinação, aos rumos da vida que cabe exclusivamente a ele escolher.

 

Admitindo-se que a vida de uma pessoa, do nascimento á morte, seja "superiormente predeterminada", ela fica logicamente isenta de qualquer responsabilidade pelos seus atos. Nada que ela faça será, portanto, por sua livre vontade, mas por conta do destino. A crença num poder divino, imanente em nós e que pode influenciar a nossa vida, descarta totalmente a existência do desti­no, como fatalismo. O homem, dotado de livre-arbítrio e de uma vontade soberana, é o senhor de sua vida. É ele que dirige os seus próprios passos, ou para a ascensão, ou para a queda; para a paz ou para o desespero; para a ventura ou para a desventura. E é ele mesmo, a sua força interior, que cria as suas oportunidades.

 

Se algo não der certo em sua vida, não lamente a má sorte nem atribua esse acontecimento ao destino. Isso é comodismo. Procure, antes, descobrir o mal em si mesmo e tente corrigir-se, aperfeiçoar-se. Ninguém vive em função da sorte, mas dos seus próprios atos, assuma sua autorreponsabilidade. Siga o caminho certo, o caminho da paz, do bem e da harmonia. Lembre-se que o novo ano, assim como seu destino está em suas mãos.

 

Deborah Costa, é professora, pedagoga, licenciada em Letras, mestre pela UNICAMP e coach Integral Sistêmico pela Federação Brasileira de Coaching Integral Sitêmico.

www.prof.deborahcosta.com.br - coachdeborahcosta@gmail.com

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